sexta-feira, 29 de julho de 2016

sonoridade - Meli Morgaine

Meli Morgaine
cantora e instrumentista
Meli Morgaine - cantora e instrumentista de San Juan - Costa Rica.

Evento voltado para ética na pesquisa acontece em novembro na UFG
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Publicado em 28/07/2016
A Universidade Federal de Goiás (UFG) receberá nos dias 17 e 18 de novembro o IV Encontro Brasileiro sobre Integridade na Pesquisa e Ética na Ciência e em Publicações (BRISPE, na sigla em inglês), evento com o objetivo de fortalecer o papel do Brasil na discussão mundial sobre a conduta responsável na pesquisa. O tema deste ano será "Integridade científica: o papel dos orientadores, editores e financiadores". 

Pesquisadores que desenvolvem trabalhos ligados a este tema, podem submeter seus projetos neste link até 9 de agosto. Os participantes poderão optar por exibição de poster, apresentação oral em português, ou ambos. A organização recomenda que  a apresentação física do material esteja em inglês para futura divulgação via Proceedings online.

 
Entre os organizadores do evento, estão os Acadêmicos Edson Watanabe, Adalberto Vieyra e José Carlos Pinto. A programação completa das atividades ainda não foi divulgada, mas o Acadêmico Alexander Kellner está confirmado como um dos palestrantes.

A organização do IV BRISPE convida pesquisadores, estudantes universitários, especialmente alunos da pós-graduação, editores, financiadores, gestores, educadores e, de forma mais ampla, todos os interessados na atividade científica, a participar do evento.
(BRISPE 2016)

1a. conferência dos Músicos de Rio Preto e Região


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Crônica - O Manifesto do pobre brasileiro - Manoel Messias Pereira



O Manifesto do pobre brasileiro


Nós seres humanos, pobres, por não possuir bens materiais, e submetidos a um sistema político e econômico que privilegia o capital, temos dificuldades de operacionalizar as nossas ações civis e políticas conforme a nossa visão político e econômica de mundo.

Exatamente por não ser capitalista somos afrontados a viver miseravelmente com um salário baixíssimo, que não permitem a nossa ascensão social do mundo capitalista e diante deste quadro somos legalmente torturados por propagandas de produtos advindo do Brasil e do exterior.

E a primeira expressão que temos é a ideia de que é impossível viver por aqui, devido a imensa pobreza em que estamos submetidos, mas num rápido olhar pelas muitas publicações que temos no país, encontramos num livro de direito, escrita por João Baptista Herkenhoff, pela editora Santuário, ele que é um livre docente da Universidade Federal do Espirito Santo, Mestre em direito pela Pontifício da Universidade Católica do Rio de Janeiro, com pós doutorado na Universidade de Wisconsin-EUA, no Centro de direitos Humanos de Rouen na França, portanto alguém que possibilita-nos a ter um conhecimento bem estruturado, e no seu livro "Direitos Humanos uma ideia e muitas vozes", na página 294 consta "O Brasil é um país rico que muito produz e muito exporta. Entretanto, como acontecia com os antigos lavradores das fazendas brasileira(quando não havia legislação trabalhista), estamos sempre devendo. Nossa dívida é eterna."

Num outro parágrafo do mesmo livro consta que num pronunciamento feito em 1985, na suíça, o Cardeal Paulo Evaristo Arns declarava que, nos dois anos portanto de 1983 a 1985 a balança comercial apresentara um superávit de um bilhão de dólares por mês. Mas esse dinheiro observava o cardeal, servira unicamente para pagar os juros da dívida. E acrescentava que não podíamos continuar assim.

Essas informações contidas na obra literária do direito de Dr. Herkenhoff, mostra que o capitalismo não foi suficiente para atender as necessidades básicas da população do Brasil, e que nós pobres e miseráveis recebemos um tratamento do governo brasileiro, muito aquém do que poderia esse mesmo governo proporcionar ao povo brasileiro. Portanto a atitude consciente para com a vida exige que cada um de nós possa ter a mais evidente compreensão da trajetória histórica do processo de exclusão social que cada um de nós estamos submetidos.

Se o século XX, foi marcado por inúmeras transformações sociais e políticas que favoreceram a classe burguesa, devido a sua evolução científica e ideológica que permitiu o acumulo de bens e conhecimento assim como o domínio das estruturas políticas em cada nação, e a interferência e a influência político-partidária na vida de todo o mundo, o grande parte disto tudo  fundamentado na exploração dos empregados, no aviltamento dos salários achatados.

E neste século XXI, temos que abrir caminhos para a verdadeira transformação social em que possamos ter uma humanidade entendendo que é preciso por fim a todas as formas de opressões de classe e de opressões nacionais, que todos possam reorganizar as ações contra  os processos preconceituosos e portanto temos que abater definitivamente a ignorância aplicando-se nos estudos, utilizando a educação e os valores culturais libertários e consolidando na terra generosos ideais de paz e socialismo.

Construir esses passos que eu acredito é por a sandália de um caminheiro que deseja promover a abundância de uma indústria, uma agricultura, uma pecuária necessária a vida, na construção de muitos sonhos perpetuadas nas cabeças de nós que somos nobremente pobres, e precisamos de casas confortáveis, hospitais e  espaço público para esporte e lazer, além de estádios e casas de culturas, as escolas que permitam a todos a convivência muito mais felizes do que a realidade apresenta-nos,  nos dias de hoje. É preciso assegurar a todos vidas longas, perfeita saúde, jardins e espaços que possa embelezar toda a nossa existência.

É preciso que nós pobre mortais, possamos  entender, que o nosso trabalho possa edificar , como obra de toda uma coletividade e dai a necessidade de apontarmos para a organização das massas populares. Há necessidade de especialistas qualificados em todos os níveis mas também necessitamos de pessoas que tenham os corações ardentes entusiastas que saibam perfeitamente a necessidade que todos os pobres deste país assim como de outras localidades do planeta. Necessitamos de um mundo poético, de valorização da arte, da dança, da literatura, da música, do refletir uma nova realidade.

E a questão que mais nos afligem é entender que não estamos num pais riquíssimo, temos petróleo, temos carvão, temos minérios, sol o ano todo, não estamos sujeitos a abalos sísmicos, temos uma terra em que plantamos esperanças e colhemos luzes. Local em que há uma exploração vergonhosa das camadas sociais da elite e aristocráticas e burguesas, sobre o povo trabalhador e que precisa ser livre destas opressões que aventura-se parecer naturais. Mas sabemos que há uma imposição da classe dominante, que domina o dinheiro, que domina as leis o Congresso Nacional, a Presidências, os governos dos Estados, das cidades das Assembleias Legislativas as câmaras de vereadores e assim todo o arsenal ideológico proposto como verdade. E que vai do Estado Mínimo, a Abertura do mercado interno, a Privatizações em toda a economia, os fins das áreas estratégicas, a Integração ao Mercado Internacional, O Implemento do voto distrital, da Abertura dos Portos nacionais para o capital externo, e o Abandono das Áreas Sociais. E é isto o que aprofunda-se neste atual governo e que nos entristece. E permitem assim pensarmos.

Precisamos por isto mesmo refletir sobre o papel de cada um de nós pobres do Brasil. Precisamos ter pontos de vistas sobre todos os rumos que em linhas gerais regem a sociedade brasileira, temos sim que dominar as discussões e edificar os nossos pontos de vistas, que sejam eles discutidos teoricamente e unificar sempre a nossa linha de atuação. Independente do processo eleitoral, e de quem pretende ganhar ou perder, sabemos que é um processo que demanda dinheiro, tempo de televisão, documentos nos tribunais burgueses, em que há muita gente ganhando e gastando enquanto o que precisamos é unidade dos pobre em torno da instauração da Paz, de uma politica para uma futura sociedade de participação coletiva, em que a vida seja a principal tarefa entre os pares em discussões, num sentido e importância de cada um neste mundo, em que todas as forças produtivas possam de fato e de direito estar a serviço da vida e assim como uma a bandeira universal de internacionalismo, fraternidade, liberdade e igualdade entre os homens do Brasil e do planeta terra. E é essa a nossa consciência coletiva.


Manoel Messias Pereira

cronista, poeta
Membro da Academia de letras do Brasil - ALB
São José do Rio Preto -SP






Poesia - Vamos caminhar - Manoel Messias Pereira


                                   Vamos caminhar


Venha,
venha caminhar
por essa estrada
poética,
venha,
venha observar
as paisagens da vida.

Vamos, venha,
observar as plantas
as águas,
a beleza das cores
e o perfume das flores
venha,
vamos caminhar,

Olha
a estrada
linda, poética
venha observar
a paisagem da vida
hoje e eternamente
venha, venha minha querida.


Manoel Messias Pereira


poeta
Membro da Academia de Letras do Brasil - ALB
São José do Rio Preto -SP.




Sonoridade - Cher Lloyd



Cher Lloyd
cantora e compositora britânica


Cher Lloyd (Malvern, 28 de julho de 1993)[1] é uma cantora, compositora e modelo britânica. Lloyd chegou à fama quando participou do reality-show The X Factor. Logo depois, Lloyd assinou contrato com a Syco Music. Lançado em 4 de novembro de 2011, seu álbum de estreia Sticks + Stones alcançou a quarta posição no Reino Unido, sete na Irlanda e nona nos Estados Unidos.

Injusto para quem? Fernando A. Poiana

Injusto para quem?
Fernando A. Poiana
O editorial do jornal “O Globo” de 24 de julho defende uma proposta ultrajante para os alunos pobres que lutam para estudar em uma universidade pública no Brasil. O texto, cinicamente intitulado “Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito”, usa uma lógica torta para propor que os alunos, e não o Estado, financiem as universidades públicas.
O que primeiro chama a atenção no título do artigo é o adjetivo “injusto”. A pergunta que ele suscita é muito óbvia: injusto para quem? Para o jornal? Para quem pode pagar para estudar? Para quem não pode? Para os bancos particulares que lucrariam com programas de financiamento estudantil? Qual é a noção de justiça invocada aqui, afinal? Essas perguntas o editorial não responde. Ele só diz que “os alunos de renda mais alta conseguem ocupar a maior parte das vagas nos estabelecimentos públicos, enquanto aos pobres restam as faculdades pagas”, afirmação que desmente inadvertidamente.
Com essa platitude do senso comum, o autor inverte a lógica da injustiça social para jogar nas costas da universidade pública sucateada o ônus de problemas sociais que ela nunca criou ou perpetuou. Convenientemente, o editorial se omite sobre os interesses dos fundos de investimentos que esperam, há anos, a oportunidade de lucrar muito com planos privados de financiamento estudantil. Na verdade, o texto só transforma a universidade pública em bode expiatório para problemas gerados pela má-gestão política do dinheiro arrecadado pelos estados e pela União.
O editorial ainda sugere que a cobrança de tarifas dos alunos do ensino superior público automaticamente reduziria a carga tributária. Esse é um argumento falso, que confunde os leitores para que apoiem políticas que se voltariam contra eles. O texto silencia sobre o fato de que, na prática, as famílias com filhos em universidades públicas continuariam a ter a mesmíssima carga tributária pesada, à qual seria somado o custo extra de ter de pagar caro por algo que lhes é de direito. Por esse prisma, a proposta do editorial é injusta e oportunista.
O autor ainda defende seu argumento citando uma pesquisa da “Folha de São Paulo”, de acordo com a qual “60% dos alunos da USP poderiam pagar mensalidades na faixa das cobradas por estabelecimentos privados.” Em que condições eles poderiam pagar para estudar o editorial não menciona, ignorando as diferenças socioeconômicas na faixa que cria estatisticamente. Há, portanto, pelo menos dois problemas que invalidam esse exemplo. Um lógico-matemático e outro retórico.
Se lermos o exemplo ao contrário, perceberemos que chocantes 40% dos alunos da USP não poderiam pagar mensalidades, e jamais estudariam lá, ainda que merecidamente passassem no vestibular. Isso não é injusto? Assim, o editorial generaliza a questão do financiamento do ensino superior a partir de um único exemplo, sem fazer as devidas contextualizações. O autor simplesmente toma a condição financeira de pouco mais da metade dos alunos da USP como único parâmetro para propor uma reforma geral e se dá por satisfeito, embora saiba que a USP não é a nossa única universidade pública.
Em suma, se quisesse ser justo, como pretende parecer ser, o autor teria feito um levantamento extensivo da situação financeira dos alunos das universidades públicas brasileiras para saber quem realmente não pode pagar para estudar.


Fernando A. Poaiana
professor e músico
São José do Rio Preto -SP.
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